Trilha 06 · Área administrativa
Suporte, auditoria e LGPD
Um processo parou, um usuário não consegue entrar, um webhook não chega. Esta lição ensina o fluxo de atendimento no Console — abrir atendimento, investigar, escolher a operação certa do catálogo — e as garantias de privacidade que tornam isso aceitável para o cliente.
1. Abrir um atendimento
Para ver qualquer dado de uma organização, o operador abre um atendimentoAtendimento — Sessão de suporte aberta no Console Super, com motivo, válida por 60 min, para acessar dados de uma organização.. O diálogo Abrir atendimento explica: “O acesso aos dados desta organização fica registrado com o motivo, e o administrador do cliente vê a entrada do suporte na auditoria. O atendimento dura 60 minutos e pode ser renovado.”
- Motivo (10 a 500 caracteres), ex.: “Chamado 4521 — processo de emplacamento parado”.
- Ticket (opcional).
- Uma barra fixa mostra organização, motivo, ticket, tempo restante e os botões Renovar (até 8h desde a abertura) e Encerrar.
Dentro do tenant, o operador aparece como “Suporte da plataforma (seu e-mail)”. O isolamento entre clientes continua valendo — você só enxerga aquela organização.
O atendimento é a “ordem de serviço” digital. O cliente vê, na auditoria dele, que o suporte entrou, quando e por quê. Isso transforma o acesso do fornecedor de algo opaco em algo fiscalizável — requisito comum em contratos públicos e na LGPD (princípio da prestação de contas).
Concluir tarefa, iniciar processo ou aprovar documento em nome do cliente. Essas são decisões de negócio. Se o cliente precisa que algo seja feito, ele faz — ou o administrador dele usa “Entrar como”.
2. Investigar um processo
Pela busca (número do processo + organização, ID, ext:referência) você chega à Investigação de processo:
- Diagrama com a atividade ativa e o incidente destacados.
- Situação atual com a causa provável: incidente, espera de mensagem ou timer, tarefa sem dono, responsável desativado no Keycloak, processo suspenso.
- Copiar resumo para colar no ticket.
- Abas: Linha do tempo (Camunda + Auditoria + Documentos + Integração + Suporte, filtro “Só erros”, últimos 500 eventos), Tarefas, Incidentes (com stacktrace), Jobs, Integrações (trocas, webhooks enviados, chamadas recebidas, referências externas), Documentos, Variáveis (mascaradas) e Participantes externos.
Roteiro de diagnóstico
- Leia a Situação atual. Na maioria dos casos ela já diz a causa.
- “Tarefa sem dono” ou “responsável desativado” → é configuração/pessoa. Oriente o admin do cliente ou use Reatribuir.
- “Aguardando mensagem/timer” → o processo não está quebrado, está esperando. Verifique a integração (aba Integrações) ou o prazo.
- Incidente → leia a mensagem e o stacktrace. Causa externa resolvida? Retentar. Dado errado? Corrigir variáveis e retentar. Etapa automática dispensável? Pular etapa.
- Registre no ticket com “Copiar resumo” e o resultado.
3. O catálogo de operações
Toda escrita segue o mesmo contrato:
- exige Motivo;
- operação crítica exige confirmação digitada (número do processo, nome da organização ou final do ID);
- confere se o estado ainda é o esperado — se mudou, recusa sem efeito;
- é idempotente (clicar duas vezes não executa duas vezes);
- o diálogo mostra O que vai acontecer e Efeitos colaterais.
Explore o catálogo:
Voltar etapa ou mover token, reiniciar instância, migrar versão, apagar/editar job, editar o banco, completar tarefa como o cliente, usar o Cockpit do Camunda. Se uma situação exigir isso, use Registrar intervenção manual na Auditoria: descreva “o que foi feito, onde e por quê” e anexe o script ao ticket. É o “break-glass” — rastreado como operação crítica.
4. Acesso do usuário
Problemas de login e “entro mas não vejo nada” vão para a tela Acesso do usuário (busca por e-mail):
- conta ativa / desativada / “não existe no Keycloak”; ações pendentes (ex.: definir senha); sessões;
- organizações com vínculo e divergências (ex.: “cargo sem role no Keycloak”);
- sem vínculo: “Nenhum vínculo em organização: o usuário entra, mas não vê nada.”
Ações (com atendimento aberto na organização): Reenviar convite, Encerrar sessões, Reaplicar cargos, Desativar conta, Reativar conta.
5. Auditoria da plataforma
Auditoria — “Tudo o que o suporte fez: entradas em organizações, operações e intervenções manuais.”
- Filtros por operação, resultado (Concluída, Falhou, Resultado desconhecido), organização e busca por alvo, ticket ou e-mail.
- Registro gravado antes do efeito; sem registro, sem efeito. Não pode ser apagado. Retenção de 5 anos.
- Linha “iniciada” há mais de 10 minutos aparece destacada: o resultado é desconhecido — confira o estado antes de repetir.
- Cada operação tem um espelho na auditoria do cliente, rotulado “Suporte da plataforma”, com o motivo.
6. Mascaramento e revelação (LGPD)
- O mascaramento acontece na API: o navegador nunca recebe o valor sem revelação.
- Tudo é mascarado por padrão, exceto variáveis técnicas conhecidas. Um valor aparece como “•••• (string, 14 caracteres)” — nome, tipo e tamanho ficam visíveis, o conteúdo não.
- Revelar dados (só
platform-operator, com motivo) revela todas as variáveis daquela instância e subprocessos até o fim do atendimento. A tela avisa que isso fica na auditoria do cliente. - Dados de participantes externos (nome, e-mail, telefone, documento) também ficam mascarados.
- atenção Mensagens de erro e stacktraces não são mascarados; payloads de jobs continuam mascarados mesmo com atendimento.
“O suporte do fornecedor só acessa os dados da organização mediante atendimento com motivo registrado; dados pessoais aparecem mascarados por padrão; a revelação exige papel específico, motivo, e fica visível na auditoria da própria organização; as contas de suporte usam MFA e rede restrita; os registros não podem ser apagados e são mantidos por 5 anos.”
7. Filas e retenção
Filas mostra o trabalho em segundo plano (notificações, webhooks, tarefas automáticas, métricas): na fila, em execução, falhos, falhas em 24h, mais antigo, política de retry, Retenção e se é “reexecutável” ou “só leitura”. O detalhe do job mostra tentativas, erro e payload mascarado.
| Dado | Retenção |
|---|---|
| Filas de negócio (jobs) | 30 dias (crons frequentes: 2 dias) |
| Histórico do Camunda | historyTimeToLive do fluxo (padrão 180 dias) |
| Respostas das tarefas | 180 dias |
| Payload de integrações | 30 dias (metadados 180; requisições recebidas 90) |
| Auditoria da plataforma | 5 anos |
pendente Logs da aplicação ficam no stdout dos containers, sem agregação. O Console mostra requestId/jobId para você copiar e buscar nos logs à mão.
Resumo
- Abra atendimento com motivo antes de qualquer coisa; ele é visível ao cliente.
- A Investigação mostra a causa provável; siga o roteiro e registre no ticket.
- Use só o catálogo de operações; fora dele, intervenção manual registrada.
- Dados mascarados por padrão; revelar exige motivo e aparece para o cliente.
- Conheça as retenções para responder auditorias e pedidos de LGPD.