AutoflowGuia do implantador
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Trilha 02 · BPMN na prática

Boas práticas e antipadrões

Um diagrama pode estar correto para o motor e ainda assim ser ruim: confuso, frágil, difícil de manter. Estas são as regras que separam um fluxo amador de um fluxo profissional.

O antipadrão mais perigoso

Este diagrama parece inofensivo. Ligue a simulação e veja quantas vezes “Faturar pedido” é executado.

Cuidado

O editor do Autoflow valida muita coisa antes de publicar (início único, formulários existentes, tarefas de serviço com tópico, regras publicadas…), mas não analisa a lógica dos gateways. Paralelos mal fechados e deadlocks só aparecem na simulação ou nos testes. Por isso, simule todo fluxo antes de publicar — o editor tem o botão de simulação.

Regras de estilo

Regra Por quê
Fluxo da esquerda para a direita Leitura natural; voltas para trás ficam evidentes
Tarefa = verbo no infinitivo + objeto Diz exatamente o que fazer
Evento = substantivo + particípio (“Pedido recebido”) Descreve o que aconteceu
Gateway = pergunta (“Aprovado?”) e saídas = respostas (“Sim”, “Não”) Leitura imediata da decisão
Um fim por desfecho, com nome Vira indicador
No máximo ~15 a 20 atividades visíveis Acima disso, pessoas param de ler
Evite cruzar linhas Cada cruzamento é um ponto de confusão

Regras de execução (Autoflow)

Regra Consequência se ignorar
Feche paralelo com paralelo Execução duplicada
XOR sempre com fluxo padrão Incidente quando nada casa
Condições exclusivas entre si Caminho imprevisível
Toda tarefa de usuário com responsável Tarefa órfã (aviso userTask.unassigned)
Tarefa → gateway (o gateway só lê variáveis) Decisão sem dado
Após Solicitação de documentos, trate CANCELLED Desistência seguindo o caminho feliz
Após espera de retorno externo, teste integrationOutcome se aceitar recusa/pendência Aviso integration.outcomeNotRouted; recusa seguindo como sucesso
Use os blocos prontos para automações Tópico desconhecido, tarefa parada
Chave do processo estável e significativa A chave identifica o fluxo para sempre (versões, integrações)

Regras de manutenção

  • Regras mutáveis fora do desenho. Alçadas, prazos por tipo, listas de documentos mudam. Coloque em DMN: muda a tabela, não o fluxo.
  • Políticas de documento no Requisito. Quais documentos e quem valida ficam no cadastro do requisito, não no diagrama.
  • Documente a base legal. Anotações de texto com o artigo da norma em cada etapa obrigatória.
  • Versione com intenção. Cada publicação gera uma versão nova; processos em andamento continuam na versão antiga. Agrupe mudanças e comunique.
Por que isso importa

Por que separar regras e políticas do desenho? Porque mudar o fluxo exige nova versão, e processos em andamento não migram. Já uma regra DMN publicada vale na próxima avaliação de todos os processos, e a política de documentos é lida quando a solicitação é aberta. Separar o que muda muito do que muda pouco deixa o cliente autônomo e o sistema estável.

Checklist de revisão antes de publicar

Use em toda revisão de fluxo, sua ou de outra pessoa:

ChecklistRevisão de fluxo BPMN0/15
Leitura
Lógica
Autoflow
Negócio

Resumo

  • Simule todo fluxo: o validador não pega erros de lógica de gateways.
  • Estilo: esquerda para direita, verbos nas tarefas, perguntas nos gateways, fins nomeados.
  • Execução: feche com o mesmo tipo, fluxo padrão, responsáveis, cancelamentos tratados.
  • Manutenção: regras em DMN, políticas no Requisito, base legal anotada.
QuizVerifique seu entendimento0/3 respondidas · 0 certas
1.O validador do Autoflow detecta um paralelo fechado com XOR?
2.A alçada de aprovação muda a cada semestre. Onde colocá-la?
3.Qual nome segue a boa prática para um gateway?