AutoflowGuia do implantador
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Trilha 02 · BPMN na prática

O token: como o motor "pensa"

Para entender qualquer diagrama BPMN — e prever o que o Autoflow vai fazer — imagine uma ficha andando pelas setas. Essa ficha é o token. Dominar esta ideia é o salto entre desenhar caixinhas e desenhar processos que funcionam.

A ideia em uma frase

Um tokenToken — Marcador imaginário que percorre o diagrama indicando "onde o processo está". Gateways criam, consomem ou escolhem caminhos de tokens. é um marcador imaginário que indica onde o processo está agora. Quando um processo começa, nasce um token no evento de início. Ele percorre as setas, entra nas atividades, passa pelos gateways e, quando chega a um evento de fim, é consumido. Quando não sobra nenhum token, o processo terminou.

Por que isso importa

Por que aprender isso? Porque o motor do Autoflow (Camunda) funciona exatamente assim. Todo comportamento que parece “estranho” — um processo travado, uma tarefa que aparece duas vezes, um caminho que não foi seguido — se explica olhando para os tokens. Quem pensa em tokens prevê o comportamento do sistema antes de publicar.

Passo a passo: o que acontece em cada momento

Avance os passos abaixo e acompanhe o token e as variáveis do processo.

Passo a passoO que o motor faz a cada momento
InícioPreencher pedidoGestor analisaRH registraFim
Passo 1 de 5
Alguém clica em "Novo processo"

O motor cria uma instância (o processo nº 101) e coloca UM token no evento de início. Grava quem iniciou na variável initiator.

No Autoflow: No Autoflow a instância ganha um número sequencial do tenant, a unidade ativa (matriz/filial) e o nome de referência que a pessoa digitou.
Variáveis do processo nº 101
(nenhuma)

Três aprendizados importantes nesse exemplo:

  1. A tarefa de usuário é um estado de espera. O token para e o motor não faz nada até alguém concluir. Um processo é, na prática, uma sequência de esperas.
  2. Formulários alimentam variáveis. Cada campo concluído vira uma variávelVariável de processo — Dado guardado na instância (ex.: valor, tipoVenda). Vem dos campos dos formulários e das regras; usado nas condições dos gateways. do processo, usada depois em decisões (gateways) e regras.
  3. O fim é quando acabam os tokens, não quando chega ao “último desenho da direita”.

Veja no diagrama real

Agora com o motor de verdade. Ligue a Token Simulation (canto superior esquerdo) e clique no ▶ que aparece no evento de início. Na simulação, as tarefas passam sozinhas — no sistema real, cada uma esperaria uma pessoa.

Quando nasce mais de um token

Um gateway paralelo (losango com +) divide o token em vários: um para cada caminho de saída. Os caminhos andam ao mesmo tempo, de forma independente. Na junção, outro gateway paralelo espera todos os tokens chegarem e os funde em um só.

Dica de consultor

Na simulação, repare que os tokens chegam à junção em momentos diferentes e ficam esperando. É exatamente o que acontece no Autoflow quando o exame admissional termina antes de TI criar os acessos: o processo não avança para o contrato até tudo estar pronto.

As três regras de ouro dos tokens

Regra O que significa Consequência se ignorar
Quem divide, junta com o mesmo tipo Abriu com paralelo, feche com paralelo Execução duplicada ou processo travado (veja a lição de gateways)
Todo caminho precisa chegar a um fim Nenhum token pode ficar sem saída Processo nunca termina
Toda decisão precisa ter saída garantida Gateway exclusivo com fluxo padrão Se nenhuma condição for verdadeira, o token não tem para onde ir e vira incidente
No Autoflow

Quando um token não consegue continuar por um erro técnico (condição que não fecha, integração fora do ar), o Camunda cria um incidente. No Autoflow ele aparece na aba Incidentes do processo e em Monitoramento › Incidentes, onde quem tem permissão pode Retentar, Corrigir variáveis ou Pular (em tarefas automáticas).

Resumo

  • O token marca onde o processo está; o motor do Autoflow funciona exatamente assim.
  • Tarefas de usuário são estados de espera: o token para até alguém concluir.
  • Formulários geram variáveis que alimentam decisões.
  • Gateway paralelo divide em vários tokens e junta esperando todos.
  • O processo termina quando não sobra token.
QuizVerifique seu entendimento0/4 respondidas · 0 certas
1.O que acontece com o token quando chega a uma tarefa de usuário?
2.Um gateway paralelo com 3 saídas recebe 1 token. Quantos tokens saem?
3.Quando um processo termina?
4.De onde vêm as variáveis usadas nas decisões?
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